Itabuna: Augusto Castro prevê mais de 15 mil pessoas em caminhada com time de Jerônimo nesta sexta-feira

Itabuna deve receber uma grande mobilização política nesta sexta-feira (4), com a caminhada do time de Lula e Jero pela Avenida do Cinquentenário. O ato, que tem concentração marcada para às 14h30, no Jardim do Ó, deve reunir mais de 15 mil pessoas, segundo expectativa do prefeito Augusto Castro, anfitrião da agenda na cidade.

A caminhada contará com a presença do candidato a reeleição ao Governo da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) e dos candidatos ao Senado Rui Costa e Jaques Wagner (ambos PT), além de candidatos a deputados estaduais e federais.

A expectativa é de participação de lideranças políticas e caravanas de dezenas de municípios, resultado da mobilização articulada pelos prefeitos do Litoral Sul, que vêm fortalecendo a presença do grupo do governador da Bahia em diferentes cidades desta região.

Como também evidencia a articulação do prefeito de Itabuna, Augusto Castro e a proximidade com o grupo liderado por Jerônimo Rodrigues, consolidando a cidade como um dos principais pontos de mobilização política do Sul da Bahia. Entre os nomes que devem acompanhar o ato estão a candidata a deputada estadual Andréa Castro e o deputado federal Paulo Magalhães, que concorre a reeleição, ambos do PSD.


04/setembro/2026


 

Vorcaro pediu intervenção na PF para adiar operação e evitar falência do Banco Master, aponta perícia

A Polícia Federal (PF) identificou, em relatório pericial, uma mensagem enviada pelo empresário Daniel Vorcaro ao contato cadastrado em seu celular como “Alexandre de Moraes BRASILIA”, na qual o controlador do Banco Master pede que seja feita uma interlocução junto à direção da própria PF para adiar uma medida policial que, segundo ele, poderia levar a instituição à quebra.

O documento que estava em sigilo de justiça, obtido pelo Bahia Notícias (BN), registra a recuperação de uma imagem enviada por meio do recurso de visualização única do WhatsApp.

Na captura de tela, extraída pela perícia do aparelho de Vorcaro, aparece um texto redigido pelo empresário em seu bloco de notas em 16 de novembro de 2025: “Se o Andrei conseguir atrasar pra outra semana, pois tem feriado, o banco nao quebra. Tenta chamar ele e sensibilizar isso se achar possivel” [a grafia original foi presentada integralmente].

De acordo com o relatório da PF, a referência a “Andrei” diz respeito a Andrei Passos, diretor-geral da Polícia Federal. Na avaliação dos investigadores, a mensagem demonstra um pedido para que o destinatário tentasse sensibilizar a chefia da corporação a adiar o cumprimento de uma medida policial iminente contra o banco.

No próprio texto, Vorcaro afirma que o adiamento, somado ao feriado subsequente, no dia 20 de novembro, evitaria a quebra da instituição financeira.

ENTRE 25 SEGUNDOS
Para comprovar a autenticidade e a autoria da mensagem, os peritos cruzaram registros do sistema operacional do aparelho com vestígios deixados pelos aplicativos utilizados pelo empresário. Segundo o relatório, o intervalo entre a criação do conteúdo e o envio da imagem foi de apenas 25 segundos.

A cronologia reconstruída no texto pela perícia aponta:

  • 16h56min40s (19h56min40s UTC): Daniel Vorcaro abre o aplicativo Bloco de Notas do iPhone e digita a mensagem.
  • 16h57min22s (19h57min22s UTC): o empresário realiza uma captura de tela do conteúdo. O sistema iOS registra automaticamente o horário da ação.
  • 16h57min26s (19h57min26s UTC): Vorcaro encerra o Bloco de Notas e abre o WhatsApp.
  • 16h57min47s (19h57min47s UTC): a imagem é enviada, por meio do WhatsApp, ao contato identificado como “Alexandre de Moraes BRASILIA.”
  • 16h57min50s (19h57min50s UTC): o aplicativo é fechado no dispositivo.

Segundo os investigadores, o uso de uma captura de tela enviada por visualização única dificultava a preservação do conteúdo no histórico convencional das conversas. Embora o recurso apague a imagem do dispositivo do destinatário após a abertura, os peritos afirmam ter comprovado a transmissão por meio de duas frentes técnicas:
 

  1. Registros de conectividade (logs): o software de perícia forense IPED identificou o envio de dados pelo WhatsApp ao destinatário no exato momento registrado na cronologia do aparelho.
  2. Recuperação de arquivos temporários: a captura de tela gerou vestígios em áreas temporárias do sistema iOS. A equipe técnica conseguiu extrair a imagem original e seus metadados diretamente da memória do telefone de Vorcaro.

 

Moraes realizou alterações em contrato de R$ 131 milhões entre o escritório de sua esposa e Daniel Vorcaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve envolvimento em alterações realizadas em um contrato de R$ 131 milhões para serviços advocatícios com o escritório de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, e o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O jornal Estadão informou que os dados do arquivo foram examinados a partir das informações armazenadas no próprio contrato. 

A edição foi encontrada nos metadados de um documento digital, que foi analisado pela Polícia Federal. O armazenamento desses registros no arquivo do contrato permitiu a identificação da edição atribuída ao ministro às 23h04 de 15 de janeiro de 2024, cerca de 1 hora e 40 minutos após a devolução do documento por Vorcaro a Viviane.

O contrato entre Vorcaro e o escritório da mulher do ministro do STF previa o pagamento de pró-labore em 36 parcelas mensais e sucessivas de R$ 3 milhões líquidos cada, totalizando R$ 108 milhões. O escritório de Viviane Barci de Moraes afirmou que não havia impedimentos legais para a contratação, uma vez que o ministro não havia julgado nenhum caso relacionado ao Banco Master. 

Confira a nota na íntegra:

“Em virtude da abrangência do pedido de contratação de prestação de serviços advocatícios pelo Banco Master ao BARCI DE MORAES, o setor de compliance do escritório, como faz em outros casos semelhantes, solicitou informações ao Ministro Alexandre de Moraes, na condição de marido da sócia diretora do referido escritório, sobre a eventual existência de impedimentos legais para a contratação nos termos propostos na minuta contratual, tais como ações no STF sobre sua relatoria ou mesmo participação em julgamentos de interesse do possível cliente.

Diante da inexistência de previsão de atuação no STF ou de qualquer impedimento legal, uma vez que o Ministro Alexandre de Moraes jamais julgou qualquer causa envolvendo o Banco Master, o contrato foi assinado e os serviços advocatícios devidamente prestados”.


 

Vorcaro autorizou cartões de R$ 300 mil para filhos de Alexandre de Moraes, mostram mensagens

O banqueiro Daniel Vorcaro deu aval para a emissão de cartões de crédito com limite de R$ 300 mil cada para Giuliana e Alexandre Barci de Moraes, filhos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. As informações constam em mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

Os cartões foram emitidos pelo Banco Master em outubro de 2025, após um pedido feito pelo escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro. O escritório havia firmado um contrato de R$ 131 milhões com o Banco Master, instituição comandada por Vorcaro.

As mensagens indicam que, em 2 de outubro de 2025, o administrador do escritório Barci de Moraes, Guilherme de Toledo Benazzi, procurou diretamente Daniel Vorcaro para tratar dos cartões.

“Bom dia Daniel, é o Guilherme, que trabalha com a Viviane, tudo bom? Quer me passar algum contato para falar a respeito do cartão de crédito da Giuliana e Alexandre?”, escreveu Benazzi.

Vorcaro respondeu encaminhando o contato de Adriana Solano, então superintendente executiva comercial do Banco Master.

Ainda no dia 2 de outubro, às 14h05, Adriana Solano voltou a falar com Vorcaro. Na mensagem, ela informou que havia sido procurada por Guilherme para providenciar os cartões para os filhos de Moraes.

“O Guilherme, que trabalha com a dra. Viviane (Moraes), me ligou para emitir cartão para os filhos dela. Limite de 300 pra cada. Posso seguir?”, questionou a executiva. Na sequência, Vorcaro respondeu: “Ok”.

As mensagens mostram, portanto, que o banqueiro foi consultado sobre a emissão dos cartões e autorizou o procedimento para os dois filhos do ministro, com limite de R$ 300 mil para cada um.


 

Prefeito Augusto Castro confirma “Caminhada do Time de Lula” em Itabuna

O cenário político de Itabuna ganha um novo capítulo com a confirmação, por parte do prefeito Augusto Castro, da realização da grande “Caminhada do Time de Lula”. O evento político promete reunir apoiadores, lideranças regionais e a militância para fortalecer a aliança alinhada ao projeto presidencial.

De acordo com o material de divulgação oficial confirmado pela gestão e aliados, o ato público já tem data, horário e local definidos:

  • Data: 04 de setembro (Sexta-feira)
  • Horário: A partir das 14h30
  • Ponto de Concentração: Jardim do Ó

A mobilização conta com forte simbolismo político e exibição de união entre as lideranças que compõem o grupo governista na esfera municipal e estadual. A expectativa dos organizadores é de que uma grande multidão compareça ao Jardim do Ó para dar início ao ato pelas ruas da cidade, reforçando o palanque e as propostas do grupo em Itabuna.

A caminhada contará com a presença do Governador Jerônimo, Andréa Castro, candidata a deputada estadual, Deputado Federal Paulo Magalhães, Senadores Rui Costa e Jaques Wagner.


 

Horário eleitoral gratuito no rádio e tv começa nesta sexta-feira (28)

Começa nesta sexta-feira (28) a veiculação do horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão para o primeiro turno das Eleições 2026. A propaganda permitirá que os eleitores acompanhem as propostas dos candidatos que disputam os diferentes cargos nas eleições deste ano.

No rádio, os programas serão transmitidos diariamente em dois blocos, das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25. Na televisão, a exibição ocorrerá das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55. Ao todo, serão 50 minutos diários de propaganda eleitoral em cada meio, divididos em dois blocos de 25 minutos.

Às terças, quintas e sábados, o espaço será destinado às candidaturas à Presidência da República e à Câmara dos Deputados. Cada uma das disputas terá 12 minutos e 30 segundos em cada bloco.

Já às segundas, quartas e sextas-feiras, serão apresentados os programas dos candidatos ao Senado, aos governos estaduais e às assembleias legislativas — ou à Câmara Legislativa, no caso do Distrito Federal. Serão destinados sete minutos aos candidatos ao Senado, nove minutos aos candidatos a deputado estadual ou distrital e outros nove minutos à disputa pelos governos estaduais.

Neste ano, o tempo reservado ao Senado é maior em razão da renovação de dois terços das cadeiras da Casa. Nas Eleições 2026, os eleitores escolherão dois senadores por estado e pelo Distrito Federal.


 

Lula e Flávio Bolsonaro têm empate técnico em 1º e 2º turnos da corrida presidencial

No principal cenário estimulado, Lula registra 41% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 37% em cenário estimulado do primeiro turno das eleições presidenciais. Isso é o que aponta a nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (24). Apesar da vantagem, os candidatos seguem empatados numericamente, devido a margem de erro do levantamento. 

Em relação à rodada anterior, os dois candidatos oscilaram positivamente: Lula passou de 40% para 41%, enquanto Flávio Bolsonaro avançou de 36% para 37%, mantendo a diferença entre os dois em quatro pontos percentuais. Os demais candidatos seguem em patamares de um dígito, com Ronaldo Caiado em 5%, Renan Santos em 3% e Romeu Zema em 3%.

Foram ouvidos 2.006 eleitores, por telefone, entre os dias 21 e 23 de agosto de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento ouviu eleitores nas 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional por região. A pesquisa BTG/Nexus está registrada no TSE sob o número BR-09028/2026.

A pesquisa também testou, nesta rodada, um segundo cenário de primeiro turno com a inclusão de Pablo Marçal. Nesse cenário, Lula aparece com 40%, Flávio Bolsonaro com 34%, Ronaldo Caiado com 5% e Pablo Marçal com 4%. Renan Santos registra 3% e Zema, 2%.

No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, a disputa aparece ainda mais equilibrada. No cenário estimulado, Lula registra 46% das intenções de voto, contra 45% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de apenas um ponto percentual. Na rodada anterior, Lula tinha 47% e Flávio Bolsonaro, 45%, o que representa uma redução de dois para um ponto percentual na vantagem de Lula.

O levantamento mostra também um novo avanço na consolidação das preferências eleitorais. Entre os entrevistados que escolheram algum candidato no primeiro turno, 80% afirmam que sua decisão de voto já está tomada e não deve mudar até a eleição. Outros 19% dizem que ainda podem alterar sua escolha, enquanto 1% não soube responder. O percentual de decisão consolidada é o maior registrado na série histórica até aqui, superando os 78% da rodada anterior.

A fidelidade do eleitorado permanece mais elevada entre os dois principais polos da disputa. Entre os eleitores de Lula no primeiro turno, 88% afirmam que seu voto já está definido, enquanto 86% dos eleitores de Flávio Bolsonaro dizem o mesmo. 

Entre os grupos ideologicamente mais identificados, a decisão é ainda mais consolidada: 92% dos lulistas convictos e 86% dos bolsonaristas convictos afirmam que seu voto já está decidido e não deve mudar até a eleição.


 

CREAS realiza plantão de conscientização e orientação no enfrentamento à violência contra a mulher

O CREAS realizou, nesta sexta-feira (21-08), o Plantão de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, uma ação de acolhimento, orientação e conscientização para fortalecer a rede de proteção e levar informação à comunidade.

Durante o plantão, foram abordados temas importantes sobre os diferentes tipos de violência contra a mulher, formas de prevenção e os caminhos para buscar ajuda e proteção.

A informação é uma ferramenta importante para romper o ciclo da violência. Nenhuma mulher deve enfrentar uma situação de violência sozinha.

Se você sofre ou presencia uma situação de violência contra a mulher, procure ajuda. Ligue 180, a Central de Atendimento à Mulher. Em situações de emergência, ligue 190.

O CREAS está presente para acolher, informar, prevenir e proteger. 💚

Violência contra a mulher não é normal. Denunciar é um passo importante para transformar essa realidade.


 

Dino e Moraes ficam isolados no STF em defesa de retomada da exigência do diploma de jornalistas

Sugerido pelos ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o debate sobre a retomada da obrigatoriedade do diploma para o exercício da atividade jornalística não tem o apoio da maioria dos colegas de corte neste momento.
 

Três ministros do Supremo e interlocutores de outros três afirmaram à reportagem que rediscutir o assunto em meio à controvérsia sobre o caso do jornalista maranhense Luís Pablo Conceição Almeida, que publicou em seu blog textos sobre Dino, é precipitado e pode soar casuísta.
 

Moraes autorizou em 12 de agosto uma operação de busca e apreensão contra informantes de Almeida, o que gerou reação das entidades de imprensa, que destacaram a previsão constitucional do sigilo da fonte.
 

O STF afirmou que a medida tem relação com a necessidade de apurar monitoramentos ilegais dos procedimentos de segurança de Dino, já que houve a publicação das placas de veículos utilizados pelo ministro e dos nomes dos agentes que o acompanhavam.
 

O debate abriu um novo ponto de atrito no tribunal, dividido na esteira dos desgastes provocados pelos escândalos do Banco Master.
 

Uma ala de ministros afirma que a revisão de uma tese que vigora há 17 anos —a de que a exigência do diploma viola a liberdade de expressão— demanda prudência e não pode estar vinculada a um momento agudo de crise.
 

Até ministros geralmente alinhados a Dino e Moraes compartilham essa leitura, o que, segundo um magistrado, evidencia o isolamento dos dois na pauta.
 

A percepção de que o caso exige cautela se acentuou depois que a PF (Polícia Federal) elaborou um relatório em que diz não ser possível confirmar que Almeida tenha sido pago para publicar reportagens negativas sobre Dino.
 

A tensão também ficou evidente depois que o presidente da corte, Edson Fachin, indicou —em discurso feito no dia seguinte à operação policial— que a investigação contra Almeida poderia ser deliberada pelo plenário.
 

Naquela tarde, Moraes rebateu o colega a pessoas próximas e disse que recursos sobre o inquérito iriam à Primeira Turma, onde costuma ter maioria.
 

Interlocutores de Moraes e Dino afirmam que eles têm expectativa de que mais colegas possam endossar a obrigatoriedade do diploma, a partir do que se observou ao longo dos últimos anos com o inquérito das fake news e os ataques à corte.
 

Eles dizem ver margem para que Gilmar Mendes e Cármen Lúcia mudem de posição em relação ao julgamento de 2009. Ambos foram favoráveis à dispensa do diploma e são os únicos que ainda permanecem na composição do tribunal.
 

Nesta terça-feira (18), Dino afirmou que a dispensa do diploma de jornalista é um “complicador”, pois estende o sigilo da fonte a “blogueiros” que podem ter vínculos com o crime organizado.
 

“Tudo isso se tornou ainda mais difícil porque há uma decisão do Supremo, a qual eu respeito, obviamente, e que quem sabe um dia será debatida novamente”, afirmou.
 

Em seguida, Moraes disse concordar que “está na hora de refletirmos sobre a questão do diploma de jornalismo”, pois as circunstâncias atuais seriam diferentes.
 

“Hoje, com as redes sociais, qualquer pessoa acorda e diz: ‘a partir de hoje eu sou jornalista’. E começa, no seu blog, a ofender a honra de inúmeras pessoas e se escudar na liberdade de imprensa. E claramente nós não podemos normalizar isso.”
 

Ele defendeu uma “regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão” e uma “regulamentação” para evitar que organizações criminosas se infiltrem em redes de desinformação na internet.
 

Já Gilmar disse nesta quarta (19) que o julgamento de 2009, no qual ele próprio foi o relator, resultou em uma “decisão importante”.
 

Ele declarou a jornalistas que o tema poderá ser rediscutido se houver uma constatação de que a decisão do STF comprometeu a qualidade da informação, mas não em razão dos episódios envolvendo Dino.
 

“Não me parece que devamos ter um juízo definitivo a partir dessas circunstâncias, que são graves, ocorridas no estado do Maranhão”, comentou.
 

Nesta quinta (20), Dino escreveu em suas redes sociais que defende a obrigatoriedade do diploma de jornalismo desde a época em que o tema foi julgado no STF. Naquele ano, ele era deputado federal pelo PC do B.
 

Dino reproduziu uma fala em que defendia uma PEC (proposta de emenda à Constituição) para que o Supremo tivesse “a chance de rever esse equívoco”. Também anexou uma imagem que comprova que ele votou nesse sentido na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.
 

“O direito de ir e vir implica que qualquer pessoa possa pilotar um avião? Ou o direito à saúde autoriza que qualquer um receite remédios? E o direito de defesa permite que qualquer cidadão exerça a advocacia?”, comparou.
 

Para Dino, “são falsos os argumentos de que jornalismo não envolve saber técnico e de que não põe em risco a população”. Ele rechaçou ligação do diploma à ditadura.
 

Em outra publicação feita nesta quinta, afirmou que “respeita argumentos em sentido diverso”, mas que é legítimo o debate sobre a volta da exigência do diploma, ainda que a jurisprudência do Supremo esteja consolidada.
 

“É claro que não acontece toda hora [mudar a jurisprudência], nem deve. Tampouco disse que a revisão acontecerá amanhã ou depois de amanhã, no caso do diploma de jornalistas. Não sou eu que decido tal momento”, escreveu Dino.
 

Assessores da presidência do STF afirmam não haver ação pendente nem perspectiva de reanálise pelo plenário.


 

Lula recebe advogado de Lulinha, defende que ele se explique e não seja tratado “nem acima e nem abaixo da lei”

Em um compromisso fora de sua agenda oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu nesta quarta-feira (19), no Palácio da Alvorada, o advogado Marco Aurélio Carvalho, que atua para o seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Carvalho também é coordenador da campanha do PT em São Paulo. 

A jornalistas que cobrem o Palácio, Carvalho disse que o assunto principal foi a campanha do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad ao governo de São Paulo. O tema Lulinha, entretanto, também foi debatido e o presidente Lula teria externado sua preocupação com as novidades do caso que envolvem seu filho. 

Na reunião, Lula reforçou que seu filho precisa dar explicações e que não pode ser tratado com privilégio, posição que o presidente já havia revelado antes em entrevistas.

“Meu filho não pode ser tratado nem acima da lei e nem abaixo da lei. Ele precisa se explicar e dar todas as informações que têm”, teria falado Lula a Marco Aurélio Carvalho. 

O presidente Lula destacou também, durante a conversa, a necessidade de reforçar o discurso sobre a autonomia da Polícia Federal em investigar o caso que envolve o seu filho. Para Marco Aurélio Carvalho, Lulinha vai provar a sua inocência.

Atualmente, Fabio Luís Lula da Silva é investigado em três inquéritos por suspeita de tráfico de influência e envolvimento com a lobista Roberta Luchsinger para a obtenção de contratos com o governo federal. Os inquéritos foram abertos como desdobramentos da investigação sobre as fraudes no INSS e os descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas, e também tratam de suposto envolvimento do filho do presidente com o “Careca do INSS”. 

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva disse ainda, após a reunião com Lula, que avalia pedir o levantamento total do sigilo dos inquéritos que tramitam no gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“É algo que avaliamos, sim. Não tenho receio e é até mais honesto. Hoje, trabalhamos juntando fragmentos de notícias feitas em cima de vazamentos de um material legalmente sob sigilo e que nem podemos avaliar se verdadeiro ou falso, por insegurança na cadeia de custódia”, disse o advogado Marco Aurélio Carvalho ao site Uol.