O corpo de Jeferson Ernesto dos Santos, de 26 anos, conhecido como “Nego Jefinho”, foi sepultado na manhã deste sábado (17), em Gongogi. O jovem morreu na madrugada de sexta-feira (16), no Hospital de Base, em Itabuna, após permanecer vários dias internado em estado grave, em decorrência de agressões sofridas durante uma confusão com vizinhos.
A família da vítima suspeita de negligência médica no Hospital Edésia Rocha Neves, em Gongogi, durante o atendimento prestado ao jovem após as agressões. Conforme relato registrado em Boletim de Ocorrência, Jeferson foi socorrido pelo SAMU, inicialmente inconsciente e com um ferimento exposto na cabeça. Ele teria recuperado a consciência nas proximidades da unidade hospitalar, recebido atendimento e sido liberado para retornar para casa.
Ainda segundo o documento policial, na manhã seguinte, dia 7 de outubro, Jeferson começou a apresentar convulsões e espuma pela boca. A esposa acionou novamente o SAMU, que o encaminhou ao hospital de Gongogi. Posteriormente, o jovem foi transferido para Itabuna, onde permaneceu internado. No dia 8, exames apontaram morte cerebral, conforme relato da família à polícia.
As agressões ocorreram no dia 6 de outubro, na Rua José Febrônio de Morais, no Bairro Novo, em Gongogi. Segundo informações repassadas por familiares, a confusão teria começado após uma mulher ir à residência da vítima para fazer uma brincadeira. Na ocasião, Jeferson estava deitado, quando a visitante teria iniciado uma discussão com a companheira dele. Ao se levantar para tentar separar o desentendimento, o jovem acabou sendo agredido por familiares da mulher, que teriam utilizado pedaços de madeira, barras de ferro, pedras, além de socos e chutes.
De acordo com o boletim, Jeferson foi atingido com um porrete e, após cair no chão, continuou recebendo golpes na cabeça. As agressões, que teriam envolvido três mulheres e um homem, duraram aproximadamente cinco minutos e só terminaram após a intervenção de terceiros. A família também informou à polícia que os suspeitos deixaram Gongogi após o ocorrido e teriam fugido em direção a Ubaitaba.
O caso é investigado pela Polícia Civil, que deverá apurar as circunstâncias das agressões e a responsabilidade dos envolvidos.



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