Uma criança de 2 anos foi ferida com golpes de faca na terça-feira (26), no bairro Conquista, em Ilhéus, no sul da Bahia. Segundo as informações iniciais, a criança estava no colo da mãe quando foi atacada por outra mulher. A motivação da agressão ainda é desconhecida. A vítima foi socorrida e encaminhada inicialmente para o Hospital Materno-Infantil Dr. Joaquim Sampaio, em Ilhéus. Depois, foi transferida para o Hospital Manoel Novaes, em Itabuna. Até o momento, não há informações sobre o estado de saúde da criança nem sobre as circunstâncias do ataque.
Ano: 2026
PF apura se Flávio Bolsonaro deixou o Brasil pela fronteira com a Argentina
A Polícia Federal (PF) realiza diligências para verificar informações sobre uma possível saída do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil, após sua derrota no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25). A suspeita surgiu depois que um jornal argentino divulgou, na madrugada desta terça-feira (27), que o parlamentar teria atravessado a fronteira pela região de Puerto Iguazú, na Argentina.
Segundo as informações divulgadas, não há registro da passagem de Flávio Bolsonaro pelos postos regulares de controle migratório brasileiros. Autoridades do Brasil também estão em contato com órgãos argentinos para verificar uma eventual entrada no país vizinho, mas, até o momento, não foi identificada confirmação da viagem.
Apesar das especulações, a assessoria do senador nega que ele tenha deixado o território brasileiro. As verificações prosseguem para esclarecer a informação.
STF determinou entrega de passaportes
Na segunda-feira (26), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes. A medida foi adotada no âmbito de uma investigação que apura possíveis irregularidades envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, relacionadas a empresas e ao setor de apostas esportivas.
O processo tramita sob sigilo. Flávio e Willer reconhecem que mantêm uma relação de amizade, mas negam qualquer sociedade empresarial ou envolvimento em irregularidades.
O senador também é investigado em outro procedimento, conhecido como caso Dark Horse, que apura uma suposta transferência de aproximadamente R$ 61 milhões, atribuída ao empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, para financiar uma produção cinematográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Nesse inquérito, a Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros possíveis crimes. A defesa de Flávio sustenta que os recursos foram transferidos legalmente entre particulares, sem utilização de dinheiro público. Até o momento, não há confirmação oficial de que o senador tenha deixado o país. As investigações continuam.
Nordeste garante virada de Lula e fortalece Jerônimo no PT nacional
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (26) que entregou seus passaportes à Polícia Federal (PF) por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Derrotado no segundo turno da eleição presidencial no domingo (25), Flávio também anunciou que pretende pedir a cassação da chapa do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo o senador, a entrega ocorreu na rua, quando ele foi visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “Hoje, tive que entregar meus passaportes por decisão do Alexandre de Moraes. Isso aconteceu no meio da rua, quando fui visitar meu pai”, declarou.
Flávio disse que a ordem teve como base uma declaração do irmão, Eduardo Bolsonaro, mas não informou o que Eduardo disse nem os fundamentos jurídicos da decisão. A entrega do passaporte é uma medida usada pela Justiça para impedir que um investigado deixe o país.
O senador questionou se teria sido alvo da mesma medida caso tivesse vencido a eleição e negou que pretenda sair do Brasil. “Isso aconteceria se eu tivesse ganhado a eleição? Nunca pensei em sair do país”, afirmou.
Homem é preso após confessar ter morto o próprio irmão a facadas em Arataca
Um homem de 39 anos foi preso em flagrante suspeito de matar o próprio irmão a facadas, na Rua São Lucas, localizada no bairro São Domingos, em Arataca.
Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito, identificado como Wilhas Andrade dos Santos, compareceu espontaneamente à delegacia de Camacã para confessar o crime. Em seu depoimento aos policiais, ele relatou ter atingido o irmão, Givanildo Ribeiro de Andrade, com golpes de faca na região do pescoço após uma discussão entre os dois.
Após a confissão, uma guarnição da PM deslocou-se até o endereço indicado e encontrou a vítima caída e sem sinais vitais. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Itabuna foram acionados para a adoção dos procedimentos cabíveis.
O corpo de Givanildo foi removido e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do DPT em Itabuna, onde passará por exames periciais.
O autor do crime foi conduzido à Delegacia da Polícia Civil, onde prestou depoimento oficial e foi autuado em flagrante delito, permanecendo à disposição da Justiça. A Polícia Civil investiga as motivações do desentendimento que resultou no homicídio.
Lula amplia vantagem e vence em Itabuna (BA) com 63,68% dos votos válidos
ITABUNA – Com 100% das seções totalizadas no município de Itabuna, a apuração final confirmou a vitória expressiva de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato do Partido dos Trabalhadores alcançou 63,68% dos votos válidos, somando um total de 65.772 votos na cidade.
O segundo colocado, Flávio Bolsonaro (PL), obteve 36,32% dos votos válidos, contabilizando 37.508 votos entre os eleitores itabunenses.
A diferença a favor de Lula fixou-se em 28.264 votos (27,36 pontos percentuais). Ao todo, o município registrou 106.737 votos, dos quais 103.280 foram votos válidos (96,76%). Houve ainda 1.093 votos em branco (1,02%) e 2.364 votos nulos (2,21%).
Resumo dos Dados Oficiais em Itabuna:
- Seções totalizadas: 409 de 409 (100,00%)
- Lula (PT): 63,68% (65.772 votos) – Eleito
- Flávio Bolsonaro (PL): 36,32% (37.508 votos) – Não eleito
- Votos válidos: 103.280 (96,76%)
- Votos em branco: 1.093 (1,02%)
- Votos nulos: 2.364 (2,21%)
- Total de votos contabilizados: 106.737
Abstenção cai no 2º turno e registra menor índice em 20 anos nas eleições de 2026
A abstenção no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 caiu para 19,11%, o menor índice desde 2006. Segundo dados parciais da apuração deste domingo (25), cerca de 3 milhões de eleitores que não votaram no primeiro turno compareceram às urnas. Ao todo, 30,4 milhões de brasileiros deixaram de votar.
Com 98,27% das urnas apuradas, a abstenção apresentou queda de 1,97 ponto percentual em relação ao primeiro turno, quando chegou a 21,08%. Os votos brancos e nulos também diminuíram, somando 3,23%, o menor percentual registrado neste século.
A votação foi marcada por problemas no transporte público em diversos estados, incluindo a Bahia. Em Salvador, a Justiça Eleitoral determinou a prisão do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, devido a problemas na circulação dos ônibus.
Diante das dificuldades de deslocamento, a Justiça autorizou a prorrogação da votação até as 19h em todo o país. Entretanto, a decisão foi anunciada próximo ao horário previsto para o encerramento, limitando seus efeitos. Os números ainda são parciais e dependem da consolidação dos dados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Flávio Bolsonaro diz que vai pedir anulação da eleição após derrota para Lula
O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que vai pedir à Justiça a anulação das eleições presidenciais após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo (25). O candidato derrotado contestou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou a votação até as 19h, e disse que não reconhece o resultado nas condições em que o pleito ocorreu. “Vamos usar nosso jurídico, vou pedir anulação das eleições”, declarou. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como essas coisas aconteceram.”
Flávio sustentou que a ampliação do horário provocou tratamento desigual entre eleitores, porque parte das seções já havia encerrado a votação quando a determinação foi comunicada. “Houve uma quebra total de isonomia entre os brasileiros de diversos estados e cidades”, afirmou.
A prorrogação foi determinada por Zanin após a campanha de Lula apresentar relatos de dificuldades no transporte público que teriam prejudicado o deslocamento de eleitores. Posteriormente, o ministro esclareceu que a medida deveria ser cumprida nos locais onde as urnas permaneciam abertas. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, transmitiu a orientação aos tribunais regionais.
Pesquisas eleitorais erram resultado e vitória de Lula surpreende institutos
O resultado do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, realizado neste domingo (25), colocou em discussão a precisão dos levantamentos eleitorais divulgados nos últimos dias de campanha. Entre as 18 pesquisas relacionadas em um levantamento que circulou após a votação, 17 apresentavam Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entretanto, foi Lula quem conquistou a reeleição para um quarto mandato.
De acordo com os números informados da apuração, com 99,96% das urnas totalizadas às 21h50 de domingo, Lula registrava 51,76% dos votos válidos, contra 48,24% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de 3,52 pontos percentuais.
Entre os institutos que apontaram vantagem numérica para o candidato do PL estavam dois dos mais conhecidos do país: Datafolha e Quaest. Ambos apresentaram, nos levantamentos relacionados, Flávio com 51% dos votos válidos e Lula com 49%. O resultado das urnas, porém, mostrou o cenário inverso, com vantagem ainda maior para o presidente.
No caso do Datafolha e da Quaest, a diferença entre o percentual atribuído a Lula nas pesquisas e sua votação efetiva foi de 2,76 pontos percentuais. Já Flávio Bolsonaro terminou 2,76 pontos abaixo dos 51% indicados nos levantamentos.
Outros institutos também apresentaram resultados diferentes dos registrados nas urnas. O Real Time Big Data, o Gerp e a Alfa Inteligência, por exemplo, apontaram Flávio com 52% e Lula com 48%, uma distância ainda maior em relação ao resultado da eleição.
Vox Brasil foi a exceção
Entre os 18 levantamentos relacionados, o Vox Brasil foi o único a apresentar Lula numericamente à frente. A pesquisa divulgada na sexta-feira (23) indicou 50,60% para o presidente e 49,40% para Flávio Bolsonaro.
Embora tenha indicado corretamente a ordem de votação dos candidatos, o levantamento também apresentou diferença em relação às urnas: Lula terminou 1,16 ponto percentual acima do índice projetado pelo instituto.
Pesquisas não são previsões definitivas
O desempenho dos institutos reacende o debate sobre a interpretação das pesquisas eleitorais, especialmente em disputas equilibradas.
É importante observar, entretanto, que pesquisas de intenção de voto não são previsões definitivas de resultados. Elas procuram medir as preferências dos eleitores no período em que as entrevistas são realizadas, dentro de uma margem de erro e de um nível de confiança previamente estabelecidos.
Por isso, uma vantagem numérica de 51% a 49%, por exemplo, não significa necessariamente que o candidato à frente seja o favorito estatístico. Dependendo da margem de erro, o resultado pode representar um empate técnico.
Ainda assim, o fato de tantos levantamentos terem apresentado vantagem numérica para o mesmo candidato, enquanto o resultado das urnas apontou vitória do adversário, merece uma análise mais aprofundada sobre as metodologias utilizadas, a composição das amostras e eventuais mudanças no comportamento do eleitorado nos últimos dias.
O episódio também reforça a importância de apresentar as pesquisas ao público com suas respectivas margens de erro, datas de realização e limitações, evitando transformar pequenas diferenças percentuais em certezas sobre o resultado eleitoral.
TRE-BA revoga prisão em flagrante de secretário de transporte de Salvador
O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) revogou, nesta segunda-feira (26), a prisão em flagrante do secretário de transporte Pablo Souza. A prisão havia sido determinada no domingo (25), após retenção da frota de ônibus em Salvador durante o segundo turno das eleições. (Relembre o caso ao fim da reportagem)
De acordo com o órgão, a decisão levou em conta o encerramento da votação, a perda da finalidade imediata da prisão e o fato de o Ministério Público Eleitoral não ter solicitado a medida cautelar. Apesar disso, o cancelamento da ordem não significa absolvição nem reconhecimento de que não houve crime.
Apesar do cancelamento da ordem, a Justiça determinou que a Procuradoria Regional Eleitoral e a Polícia Federal investiguem uma possível redução superior a cinquenta por cento da frota de ônibus no domingo.
A Prefeitura de Salvador, a Secretaria Municipal de Mobilidade e as empresas concessionárias terão 48 horas para preservar e apresentar documentos sobre a operação dos ônibus no dia da votação.
Ainda segundo o TRE, o objetivo da investigação é esclarecer quem determinou a redução do serviço e se houve intenção de dificultar o deslocamento dos eleitores. A decisão cita possíveis crimes eleitorais, como impedir ou embaraçar o exercício do voto e desobedecer a uma ordem judicial.
Lula vira disputa contra Flávio Bolsonaro e conquista quarto mandato como presidente do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de 80 anos, conquistou a reeleição neste domingo (25), após uma disputa acirrada contra o senador Flávio Bolsonaro (PL). A vitória com mais de 4 milhões de votos de frente garante ao petista um quarto mandato na Presidência da República, feito inédito na história política brasileira.
O resultado representa uma virada histórica. No primeiro turno, realizado em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro terminou na primeira colocação, com aproximadamente 47% dos votos válidos, enquanto Lula obteve cerca de 45%. Desde a redemocratização, nenhum candidato que havia ficado em segundo lugar na primeira etapa de uma eleição presidencial tinha conseguido reverter o resultado no segundo turno.
A eleição foi marcada por forte polarização, debates intensos e pesquisas que indicavam uma disputa equilibrada. Na reta final, levantamentos do Datafolha chegaram a apontar Flávio Bolsonaro numericamente à frente, mas em situação de empate técnico com Lula.



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