Em Assembleia, policiais civis reafirmam que não vão aderir à escala do carnaval de 2018

Policiais civis da capital baiana, região metropolitana, e do interior reafirmaram, na Assembleia desta quarta-feira(11), realizada no auditório da Associação dos Funcionários Públicos (AFPEB), que não vão  aderir à escala do carnaval de 2018, caso o Governador Rui Costa não faça uma correção dos valores das diárias, horas extras e do plantão da festa carnavalesca.

A categoria deliberou um plano estratégico de mobilizações com as seguinte pautas: pagamento imediato da GAPJ IV, com respectivos retroativos parga os policiais civis que ainda não estão recebendo, decreto de Promoção permanente (apreciação pelas Entidades e assinatura do governador); Negociação da Reestruturação salarial dos policiais civis entre as Entidades e o Governo; Reajuste linear (2015 a 2017); aumento do auxílio alimentação e auxílio-transporte, entre outras demandas.

O Presidente do SINDPOC, Marcos Maurício, salientou que a Polícia Civil está sucateada  e o Governador Rui Costa ainda não abriu um diálogo para tentar negociar com a categoria. “O Governo da Bahia abandonou a sociedade e deixou a Segurança Pública a DEUS dará.O Estado gasta tanto com propaganda e  a maioria dos bairros e muitos municípios baianos tem toque de recolher! Tudo isso acontecendo e o Governador Rui Costa ainda diz que está tudo bem!Eles dizem que ninguém está morrendo! São 6 mil mortes por ano! A Bahia é o Estado mais violento do país!”, denunciou Marcos Maurício.

O Vice-Presidente do SINDPOC, Eustácio Lopes,  pontuou que a Assembleia  confirmou  a posição dos policiais civis de não aderir à escala do carnaval, se o governador não corrigir os valores das diárias, horas extras e do plantão. ” Desde 2009, os escrivães e investigadores foram enquadrados como carreiras de nível superior, entretanto, os valores que  estão sendo  pagos  correspondem ao nível médio! Não vamos abrir mão das pautas reivindicadas pela categoria!”, frisou Lopes.Após a Assembleia, os servidores realizaram uma manifestação na Carlos Gomes, com faixas, cartazes e carros de som. Os manifestantes não obstruíram a pista e o protesto foi pacífico. Duas equipes da Polícia Militar comandadas por um tenente da PM foram enviadas pela Secretaria de Segurança pública para tentar encerrar o protesto dos policiais civis.



Deixar um comentário